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Pão Doce Caseiro: o cheirinho de padaria que invade a casa e faz todo mundo aparecer na cozinha

Pão Doce Caseiro: o cheirinho de padaria que invade a casa e faz todo mundo aparecer na cozinha

Sabe aqueles dias em que a gente só quer um conforto simples, do tipo que começa no forno e termina com a família inteira rondando a cozinha “só pra ver como tá”? Pois é exatamente aí que entra o Pão Doce Caseiro. Ele tem esse superpoder: antes mesmo de ficar pronto, já vai criando uma fila imaginária de gente com prato na mão. É o tipo de receita que não precisa de ocasião especial… mas, curiosamente, transforma qualquer tarde comum em ocasião especial.

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E o melhor de tudo: fazer pão doce em casa é muito menos “bicho de sete cabeças” do que parece. A massa é macia, perfumada, levemente amanteigada, e você pode deixar ela do seu jeito: mais simples, só com açúcar por cima, ou mais “festa”, com coco, leite condensado, goiabada, uva-passa, creme… Eu vou te guiar como se eu estivesse aí do seu lado, com o avental amarrado e a mão na massa, literalmente. Então bora? Porque eu já estou sentindo o aroma imaginário da baunilha e do pão dourando, e isso não se ignora.

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Pão Doce Caseiro: o cheirinho de padaria que invade a casa e faz todo mundo aparecer na cozinha

Ingredientes do Pão Doce Caseiro

Para a massa

  • 500 g de farinha de trigo (aproximadamente, pode variar um pouquinho)
  • 10 g de fermento biológico seco (1 envelope) ou 30 g de fermento biológico fresco
  • 200 ml de leite morno (não quente, morno tipo “banho de bebê”)
  • 2 ovos
  • 100 g de açúcar
  • 60 g de manteiga em temperatura ambiente (ou margarina, se preferir)
  • 1 colher (chá) de sal
  • 1 colher (chá) de essência de baunilha (opcional, mas dá um charme)
  • Raspas de 1 limão ou 1 laranja (opcional, perfuma maravilhosamente)

Para finalizar

  • 1 gema + 1 colher (sopa) de leite para pincelar
  • 2 a 3 colheres (sopa) de açúcar para polvilhar (opcional)

Coberturas e recheios opcionais (escolha o seu clima)

  • Coco ralado e leite condensado
  • Goiabada em cubinhos
  • Uva-passa hidratada
  • Canela e açúcar
  • Açúcar de confeiteiro para polvilhar depois de assado

Utensílios e tempo de preparo

Você vai precisar de uma tigela grande, colher ou espátula, batedor de arame (opcional), uma superfície para sovar (pode ser a bancada limpa), forma (retangular, redonda ou assadeira), pincel para a gema e, claro, um pano limpo ou plástico filme para cobrir a massa enquanto ela cresce.

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Agora, o tempo real oficial:

  • Preparo da massa: 20 a 30 minutos (incluindo sova)
  • Primeira fermentação: 1 hora a 1h30 (depende do clima da sua cozinha)
  • Modelagem + segunda fermentação: 30 a 45 minutos
  • Forno: 25 a 35 minutos

No total, pense em 2h30 com pausas deliciosas no meio, porque enquanto a massa cresce você pode lavar a louça, fazer um café, dar aquela espiadinha ansiosa… e fingir que não está cheirando a padaria.

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Modo de preparo da receita

1) Acordando o fermento do jeito certo

Em uma tigela, coloque o leite morno e misture com 1 colher (sopa) do açúcar (tirada dos 100 g). Acrescente o fermento biológico seco e mexa levemente. Deixe descansar por 5 a 10 minutos, até formar uma espuminha ou ficar com aspecto “ativado”.

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Se você estiver usando fermento fresco, dissolva ele no leite morno com o açúcar do mesmo jeito. O objetivo aqui é garantir que o fermento está animado e pronto para trabalhar por você.

Dica de ouro de cozinheira: se não espumar nada, pode ser que o leite esteja quente demais (e matou o fermento) ou o fermento esteja velho. Melhor descobrir agora do que depois de esperar uma hora olhando para uma massa triste.

2) Montando a massa com carinho (e sem pressa)

Na tigela grande, coloque os ovos, o açúcar restante, a manteiga, o sal, a baunilha e as raspas (se for usar). Misture bem com uma colher ou batedor de arame até ficar homogêneo.

Agora junte a mistura do fermento ativado. Misture.

Comece a adicionar a farinha de trigo aos poucos, mexendo sempre. É importante ir com calma porque a farinha varia. Quando a massa começar a ficar pesada para mexer, é hora de partir para a sova.

3) Sovando: a parte terapêutica da história

Polvilhe um pouco de farinha na bancada e coloque a massa. Sove por 10 a 15 minutos, até ela ficar lisa, macia e elástica. Ela pode grudar um pouco no começo; resista à tentação de colocar farinha demais. Vá colocando só o mínimo necessário para conseguir sovar.

Como saber o ponto? A massa fica mais “viva”: você puxa e ela estica sem rasgar fácil. Ela fica macia ao toque, e quando você aperta com o dedo, ela volta devagar.

Se você tiver batedeira com gancho, pode sovar nela por uns 8 a 10 minutos. Mas confesso: sovar pão doce à mão tem um quê de novela boa. Você começa desconfiada, depois se empolga e, quando vê, está orgulhosa daquele bolão de massa.

4) Primeira fermentação: a soneca da massa

Faça uma bola com a massa e coloque de volta na tigela (unte levemente com óleo ou manteiga). Cubra com um pano limpo ou plástico filme. Deixe descansar em lugar morno por 1 hora a 1h30, ou até dobrar de volume.

Se estiver frio, uma dica excelente é colocar a tigela dentro do forno desligado com a luz acesa (se o seu forno tiver luz). Outra opção: perto do fogão enquanto você prepara um café. Massa gosta de aconchego, igual gente.

5) Modelagem: aqui o pão doce vira espetáculo

Depois que a massa crescer, aperte levemente para tirar o ar (sem maldade, tá? É só um “desinfla com carinho”). Agora você escolhe o formato:

Opção A: Pão doce em forma (tipo de padaria)

Abra a massa em um retângulo, enrole como rocambole e coloque em forma de pão untada.

Opção B: Pãezinhos doces individuais

Divida a massa em 10 a 12 porções, faça bolinhas e coloque numa assadeira com espaço entre elas.

Opção C: Trança doce (linda para impressionar)

Divida a massa em 3 partes, faça rolinhos e trance. Coloque na assadeira.

Agora o recheio: se quiser colocar goiabada, espalhe cubinhos na massa antes de enrolar (na Opção A) ou coloque no centro das bolinhas (Opção B). Para coco e leite condensado, dá para rechear ou finalizar depois.

6) Segunda fermentação: o segredo da maciez

Cubra novamente e deixe crescer por 30 a 45 minutos, até inflar e ficar com cara de “fofinho pronto pra ir ao forno”.

Essa etapa é o que faz o pão doce ficar leve. Se pular, ele até assa, mas fica mais denso. E pão doce denso é tipo abraço sem aperto: dá, mas não é igual.

7) Finalização: brilho, cor e aquele ar de vitrine

Preaqueça o forno a 180°C.

Misture 1 gema com 1 colher de leite e pincele delicadamente a superfície do pão. Se quiser, polvilhe um pouco de açúcar por cima para criar uma casquinha crocante e brilhante.

Leve ao forno por 25 a 35 minutos, dependendo do tamanho do pão. O ponto é quando ele estiver bem dourado e com aquele cheiro que faz você dar uma voltinha pela casa fingindo que não está ansiosa.

Se você bater levemente no fundo do pão (com cuidado), ele soa meio “oco”. Esse é um bom sinal.

8) O descanso que ninguém respeita (mas deveria)

Tire do forno e espere 10 a 15 minutos antes de cortar. Eu sei, eu sei: o cheiro é provocação. Mas esse descanso ajuda a massa a terminar de assentar e ficar mais macia.

9) Sugestões de cobertura para deixar ainda mais irresistível

Aqui vai a parte em que você decide se quer “pão doce clássico” ou “pão doce de festa”:

Cobertura de coco com leite condensado (padaria total)

Assim que sair do forno, pincele com um pouquinho de leite condensado e polvilhe coco ralado.

Açúcar de confeiteiro (elegância simples)

Depois de frio, polvilhe açúcar de confeiteiro por cima. Fica lindo e delicado.

Canela e açúcar (cheiro de casa de vó)

Misture açúcar com canela e polvilhe no pão ainda morno, com uma leve pincelada de manteiga para grudar.

Acompanhamentos e ocasiões ideais para servir

Esse pão doce é praticamente um coringa. Vai bem com:

  • Café passado na hora, aquele que faz barulhinho e perfuma a casa
  • Chocolate quente em tardes chuvosas
  • Cappuccino para um café da manhã mais caprichado
  • Chá de erva-doce, camomila ou canela, perfeito para um lanche calminho
  • Requeijão ou manteiga para quem gosta do contraste do doce com o cremoso
  • Geleia de frutas (morango, laranja, goiaba): fica um absurdo de bom

Ocasiões em que ele brilha:

  • Café da manhã de domingo (o clássico)
  • Lanche da tarde com visita
  • Mesa de aniversário simples, com café e bolo
  • Para presentear (sim, pão doce embrulhadinho vira carinho)
  • Para congelar e ter “alegria pronta” em dias corridos

Dica de armazenamento: guarde em pote bem fechado por até 3 dias. Para congelar, fatie e congele bem embalado por até 2 meses. Depois é só aquecer rapidinho e pronto: pão com cara de recém-assado.

Conclusão

Fazer Pão Doce Caseiro é uma dessas experiências que mudam o clima da casa. Você começa com farinha e leite, e termina com uma bandeja dourada que parece dizer: “hoje vai ser um dia bom”. E o mais bonito é que pão é isso, né? Um alimento simples que carrega uma sensação de cuidado.

Quando você serve um pedaço ainda morno, com café do lado, é como oferecer um abraço comestível. Então se joga, experimenta, adapta do seu jeito, e depois me conta: você é do time que gosta dele puro, do time do coco com leite condensado ou do time da goiabada generosa?

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