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Paçoca Caseira Fácil: a receita de 10 minutos que some do pote antes mesmo de esfriar

Paçoca Caseira

Sabe aquela vontade de doce que aparece do nada, bem na hora que você jura que “hoje vou maneirar”? Pois é. A paçoca caseira é exatamente o tipo de receita que entra na cozinha de mansinho, faz você abrir o armário “só pra olhar”, e quando percebe… já está com cheiro de amendoim torrado no ar e um potinho sendo disputado como se fosse ouro.

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E o melhor: essa é a versão fácil, sem complicação, sem tempero misterioso, sem precisar de experiência de confeiteira. É aquele docinho brasileiro, com cara de festa junina, gosto de infância e poder de reunir gente em volta da mesa. E vou te contar: depois que você aprende a fazer em casa, a paçoca de mercado fica com jeitinho de “tadinha, tentou”.

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Paçoca Caseira

Ingredientes da Paçoca Caseira Fácil

Anota aí, porque a lista é curtinha e bem amiga do seu tempo:

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  • 500 g de amendoim torrado sem pele e sem sal (ou com pele, se você quiser mais rústica)
  • 1 xícara (chá) de açúcar (pode ser refinado, cristal ou demerara)
  • 1 pitada generosa de sal (sim, sal! ele faz o doce brilhar)
  • Opcional para variar:
    • 1 a 2 colheres (sopa) de farinha de mandioca fina (deixa mais “paçoca de roça”)
    • 1 a 2 colheres (sopa) de leite em pó (fica mais cremosa no sabor)
    • 1 colher (chá) de canela (pra dar perfume de festa)

Antes de ir pra ação, deixa eu te dar o mapa do tesouro: a grande diferença entre uma paçoca caseira perfeita e uma que esfarela demais ou vira pasta é o ponto do amendoim triturado. A gente quer uma farofa úmida, que compacta quando aperta, não um creme.

Utensílios e tempo de preparo

Você vai precisar de:

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  • Processador ou liquidificador (processador é mais fácil, mas dá pra fazer no liquidificador com cuidado)
  • Espátula ou colher
  • Tigela
  • Forma pequena, travessa ou pote (se for prensar)
  • Papel manteiga ou plástico filme (opcional, ajuda muito)
  • Uma colher medidora ou copinho para moldar (se quiser em formato de paçoca tradicional)

Tempo total:

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  • 10 a 15 minutos de preparo
  • 0 minutos de forno
  • 0 minutos de espera… mas eu recomendo pelo menos 20 min de “descanso” pra firmar melhor, se você aguentar não beliscar

Agora vem a parte deliciosa: fazer paçoca em casa é quase terapia. O barulhinho do processador, o cheirinho do amendoim… é cozinha com afeto, do jeito que eu gosto.

Modo de preparo da receita

1) Se o amendoim não estiver torrado, resolva isso primeiro

Se você comprou amendoim cru (ou se quer torrar em casa porque o sabor fica mais intenso), faça assim:

  • Coloque o amendoim numa assadeira e leve ao forno preaquecido a 180 °C por cerca de 15 a 20 minutos.
  • Mexa na metade do tempo pra torrar por igual.
  • Tire quando ele estiver douradinho e perfumado.
  • Espere esfriar antes de triturar.

Se ele vier com pele e você quiser tirar:

  • Esfregue com um pano limpo ou coloque numa peneira e chacoalhe. A pele vai soltando aos poucos. Não precisa ficar 100% perfeito.

Se você já comprou torrado e sem pele, pula essa etapa e vem comigo, porque a festa começa agora.

2) Triture o amendoim até virar uma farofa úmida

No processador:

  • Coloque o amendoim e pulse algumas vezes.
  • Pare, mexa com uma espátula e pulse de novo.

O segredo é parar antes de virar pasta. Quando você pegar um punhadinho e apertar com a mão, ele deve “grudar” e formar um bloco que se mantém por alguns segundos.

No liquidificador:

  • Faça em porções pequenas.
  • Use a função pulsar (se tiver) e mexa com frequência.
  • Aqui é ainda mais importante não deixar rodar direto por muito tempo, porque o calor ajuda a soltar óleo e virar creme.

Dica de cozinheira esperta: se por acaso passou do ponto e começou a ficar muito oleoso, ainda dá pra salvar. Adicione 1 colher (sopa) de farinha de mandioca fina ou um pouco mais de açúcar e pulse rapidinho. Ajuda a “secar” a mistura.

3) Acrescente açúcar e sal e processe só para misturar

Agora que seu amendoim está no ponto certo:

  • Adicione o açúcar e a pitada de sal.
  • Se for usar canela, leite em pó ou farinha de mandioca, é aqui também.
  • Pulse mais algumas vezes até ficar bem uniforme.

Importante: não processe por minutos seguidos. É “pulsa, para, mexe, pulsa” — assim você mantém a textura de paçoca, e não de pasta de amendoim doce.

4) Prove e ajuste

Sim, é obrigatório provar. Por razões científicas e totalmente profissionais.

  • Quer mais docinha? Coloque 2 a 3 colheres (sopa) de açúcar e pulse rapidamente.
  • Quer mais “adultinha”, menos doce? Reduza um pouquinho do açúcar da próxima vez ou adicione mais uma pitadinha de sal (sem exagero, pelo amor da paçoca).
  • Quer aquele toque de roça? 1 colher (sopa) de farinha de mandioca fina dá o charme.

5) Escolha o formato: farelinha, barrinha ou paçoca quadradinha

Aqui você decide o destino dessa maravilha.

Opção A: Paçoca “tradicional” prensada em quadradinhos

  • Forre uma travessa pequena com papel manteiga.
  • Despeje a mistura e pressione bem com as costas de uma colher.
  • Quanto mais você prensar, mais firme ela fica.
  • Leve à geladeira por 20 a 30 minutos.
  • Corte em quadradinhos.

Essa é a opção perfeita pra servir em festinha, pra colocar em potinhos, ou pra dar de presente. Fica com cara de “fiz com capricho”, mesmo sendo rapidinha.

Opção B: Paçoca modelada na mão (rústica e charmosa)

  • Pegue porções e aperte nas mãos, formando mini bloquinhos.
  • Coloque numa travessa e pronto.

Ela fica mais artesanal, daquele tipo que some do prato em dois minutos porque todo mundo quer “só mais uma”.

Opção C: Paçoca esfarelada para usar em outras receitas

Essa aqui é a versão coringa:

  • Guarde a farofa pronta em pote bem fechado.

Você vai usar em:

  • cobertura de bolo
  • recheio de tapioca
  • finalização de açaí
  • topping de sorvete
  • iogurte com banana
  • mingau ou vitamina

É o tipo de coisa que faz qualquer sobremesa simples parecer planejada.

6) Armazenamento e validade

  • Guarde em pote bem fechado, longe de calor e umidade.
  • Em temperatura ambiente, costuma durar cerca de 7 a 10 dias (dependendo da umidade do lugar e da qualidade do amendoim).
  • Na geladeira, segura mais, mas pode ficar um pouco mais dura.
  • Se quiser congelar, dá também: congele prensada em quadrados e separe com papel manteiga.

Agora, entre nós: a chance de durar 10 dias é baixa. Bem baixa.

Ideias deliciosas para servir (e fazer a paçoca brilhar ainda mais)

Paçoca caseira já é maravilhosa sozinha, mas ela também é a melhor amiga de várias ocasiões:

Acompanhamentos que combinam demais

  • Café coado bem quentinho (o clássico que abraça)
  • Chocolate quente cremoso (fica quase um abraço de cobertor)
  • Chá de canela ou erva-doce (pra quem gosta de aconchego)
  • Leite gelado (nostalgia imediata)
  • Frutas: banana, maçã e pera ficam incríveis com paçoca esfarelada por cima

Ocasiões ideais para servir

  • Festa junina e julina (óbvio, né?)
  • Lanche da tarde em família
  • Mesa de doces simples para visitas
  • Presente comestível em potinho (com etiqueta bonitinha fica um luxo)
  • Sobremesa rápida de domingo quando bate a vontade de “doce com cara de casa”

E se você quer elevar o nível sem esforço: coloque os quadradinhos de paçoca numa bandeja, finalize com um tiquinho de flor de sal por cima e sirva com café. Parece coisa de cafeteria chique, mas é você arrasando na sua cozinha.

Variações para você brincar sem medo

Porque cozinhar também é experimentar, né?

Paçoca com chocolate

  • Misture 2 colheres (sopa) de chocolate em pó 50% ou cacau.
  • Ou banhe os quadradinhos em chocolate derretido e deixe secar.

Paçoca com rapadura

  • Troque parte do açúcar por rapadura ralada.
  • Fica com sabor mais profundo e bem brasileiro.

Paçoca mais “fit” (sem promessas milagrosas)

  • Use açúcar demerara ou mascavo (fica mais úmida e forte no sabor).
  • Dá para adoçar com adoçante culinário próprio, mas o resultado muda a textura, então vá testando aos poucos.

Paçoca com castanhas

  • Substitua uma parte do amendoim por castanha de caju ou castanha-do-pará.
  • Fica sofisticada e perfeita para presentear.

Conclusão

Fazer Paçoca Caseira Fácil é uma dessas receitas que lembram a gente do quanto a cozinha pode ser simples e generosa: poucos ingredientes, um preparo rápido e um resultado que tem gosto de memória boa. É o tipo de doce que não precisa de cerimônia, mas sempre vira protagonista.

E o mais gostoso é compartilhar: seja num café da tarde, numa festa junina improvisada ou num potinho entregue com carinho, paçoca tem esse poder de dizer “eu pensei em você” sem precisar de discurso. Agora me diz: você vai querer a sua paçoca em quadradinhos bem prensados ou na versão esfarelada pra colocar em tudo?

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